Ex-gerente de banco é condenado a 7 anos e 6 meses por estelionato em Manaus
A Justiça do Amazonas condenou o ex-gerente bancário Victor Tarcio da Silva Calderario a sete anos e seis meses de prisão por crimes de estelionato praticados contra clientes de uma agência bancária de alto padrão em Manaus. Mais de dez pessoas foram apontadas como vítimas, e o prejuízo provocado pelo esquema ultrapassou meio milhão de reais.
Victor foi preso preventivamente no dia 4 de março deste ano, durante uma operação do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), coordenada pelo delegado Cícero Túlio. Na ocasião, os policiais apreenderam aparelhos celulares e dois veículos, além de conseguirem o bloqueio de contas relacionadas ao investigado.
Conforme as investigações, o então gerente teria utilizado a relação de confiança que mantinha com os clientes para convencê-los a entregar grandes quantias de dinheiro. A promessa era de que os valores seriam aplicados em investimentos com uma rentabilidade acima daquela normalmente oferecida pelo mercado.
Em alguns episódios, segundo a polícia, Victor alegava que havia problemas nos sistemas bancários e orientava os clientes a fazer transferências para contas que estariam sob o controle dele. Em outras situações, dizia possuir acesso a uma modalidade exclusiva de investidor dentro da instituição financeira, que permitiria aplicações com retornos maiores.
Ainda de acordo com a investigação, parte do dinheiro teria sido utilizada na aquisição de veículos. Os automóveis eram posteriormente vendidos para outras pessoas, uma estratégia que, segundo os investigadores, dificultaria a identificação da origem dos recursos.
Durante o interrogatório, Victor confessou a prática dos crimes. Ele também declarou que uma parcela significativa do dinheiro teria sido perdida em jogos virtuais de azar.
Apesar da condenação, a Justiça autorizou que o ex-gerente aguarde o andamento do processo em liberdade enquanto recorre da decisão.
Além da ação que terminou com a condenação, Victor também é investigado em outros procedimentos. Os novos casos surgiram depois que outras pessoas procuraram as autoridades e relataram terem sido vítimas de possíveis golpes atribuídos ao ex-gerente